quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Ética Calvinista - Carl Henry


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A ética calvinista é baseada na revelação. A distinção entre certo e errado não se resolve por meio de uma descoberta empírica da lei natural, como foi o caso de Aristóteles e de Tomás de Aquino, nem pelo formalismo lógico de Kant e, certamente, nem pelo cálculo impossível do utilitarismo do maior bem para maior número, mas pela revelação de Deus nos Dez Mandamentos. Essa revelação vem, primeiro, do ato de Deus de criar o homem à sua própria imagem e dos princípios morais básicos implantados no seu coração, mais tarde violados pelo pecado; segundo, das instruções específicas dadas a Adão e a Noé, que sem dúvida ultrapassavam e expandiam a doação inata; terceiro, da revelação mais compreensiva dada a Moisés; e mais, quarto, dos diversos preceitos subsidiários dados no restante da Bíblia.

Embora a igreja medieval conhecesse os dez mandamentos – Pelágio, em sua defesa do livre arbítrio ensinou até mesmo que era possível obedecê-los perfeitamente, e a maior parte da igreja passou a crer que a observação desses preceitos dava mérito para a salvação – Calvino foi quem iniciou um estilo quase completamente novo do uso sistemático dos Dez Mandamentos como base ética. Em suas Institutas, II 8, ele faz uma exposição da Lei Moral, para o que utiliza, aproximadamente, cinquenta páginas. Sua defesa, numa longa exposição, é de que “os mandamentos e as proibições sempre deixam implícito mais do que as palavras expressam… Em todos os mandamentos… se expressa uma parte e não o todo… A melhor regra, então, é que a exposição seja direcionada ao desígnio do preceito… como o final do quinto mandamento é que honra seja dada a aqueles a quem Deus determina a honra…” (II.vii.8).

Na parte principal da exposição, Calvino escreve sobre o sexto mandamento como se segue:

“O propósito desse preceito é que, como Deus uniu a humanidade num certo tipo de unidade, todo homem deve considerar-se responsável pela segurança de todos. Em suma, portanto, toda violência e injustiça e toda espécie de mal que possa ferir o corpo de nosso próximo, é-nos proibido… O Legislador Divino… pretende que a regra governe a alma… Portanto o homicídio mental é igualmente proibido… ‘Aquele que odeia seu irmão é assassino’” (II.viii.39).

Seguindo essa direção de Calvino, os estudiosos de Westminster dedicaram as questões 91-151 do Catecismo Maior à lei moral. Tomemos como exemplo a pergunta 139:

P. 139. Quais são os pecados proibidos no sétimo mandamento?
R. Os pecados proibidos no sétimo mandamento, além da negligência dos deveres exigidos, são: adultério, fornicação, rapto, incesto, sodomia e todas as concupiscências desnaturais, todas as imaginações, pensamentos, propósitos e afetos impuros; todas as comunicações corruptas ou torpes, ou o ouvir as mesmas; os olhares lascivos, o comportamento impudente ou leviano; o vestuário imodesto; a proibição de casamentos lícitos e a permissão de casamentos ilícitos; o permitir, tolerar ou ter bordéis e a frequentação deles; os votos embaraçadores do celibato; a demora indevida de casamento; o ter mais que uma mulher ou mais que um marido ao mesmo tempo; o divórcio ou o abandono injusto; a ociosidade, a glutonaria, a bebedice, a sociedade impura; cânticos, livros, gravuras, danças espetáculos lascivos e todas as demais provocações à impureza, ou atos de impureza, quer em nós mesmos, quer nos outros.

Isso faz sobressair a diferença de padrões morais entre o Calvinismo e o fundamentalismo. Nos Estados Unidos, igrejas arminianas muitas vezes exigem de seus membros que evitem o cinema por causa da lascividade de Hollywood. À vezes, o cinema é pior do que isso: é pornografia explícita. Nesse caso, então, alguns livros e revistas são, igualmente, pornográficos. Deve, uma igreja, então, proibir todos os livros e revistas? O calvinismo se mantém com a Bíblia e não proíbe nem cinema nem livros em geral, mas proíbe “Cânticos, livros, gravuras, danças, espetáculos lascivos”. Lendo adiante no Catecismo Maior vemos, para surpresa de alguns, como é ampla e detalhada a Lei de Deus. Assim sendo, pastores e escritores calvinistas têm feito, com regularidade, exposições dos Dez Mandamentos. Um exemplo anglicano é o de Ezekiel Hopkins, Bispo de Derry (1633-1689), cuja exposição ocupa dezenas de páginas.


Essas exposições das aplicações detalhadas da lei moral são uniformemente prefaciadas por alguns comentários sobre pecado, graça e moralismo. O sistema de méritos católico romano tornou isso necessário. Hoje outros dois pontos de vista necessitam o mesmo pano de fundo teológico. Primeiro, há uma visão petista que depende da direção ou de instruções diretas do Espírito Santo. As diretrizes das Escrituras são vistas como sendo insuficientes ou até mesmo como inaplicáveis “numa era de graça”. Assim sendo, a pessoa precisa receber uma resposta de oração para saber se determinado ato é certo ou errado. O calvinismo fica com a Bíblia e não aceita declarações de revelação especial tardia. O segundo fator que necessita o pano de fundo teológico é a nova definição de legalismo oferecida pelo liberalismo (q.v.). Antigamente, o legalismo era a teoria de que o homem poderia merecer a salvação completa ou parcial mediante o cumprimento da lei; a fé, portanto, não era o único meio de justificação. Mas o liberalismo contemporâneo define o legalismo como qualquer tentativa de distinguir o certo do errado por meio de regras, preceitos ou mandamentos. O argumento é que nenhuma regra cabe em todos os casos, pois sempre há exceções; ou, até mesmo, que toda situação é totalmente singular, tornando sempre impossível o uso de regras. Assim, toda situação deve ser percebida (não julgada) singularmente, e (geralmente) o amor decide o que fazer. Então, o amor naturalmente sanciona o aborto, a homossexualidade e qualquer coisa que seja feita com amor. O Apóstolo Paulo escreveu aos coríntios sobre essa espécie de ideia.

O calvinismo define o pecado como qualquer falta de conformidade para com, ou transgressão da lei de Deus. Salvo pela graça, ou seja, salvo do pecado e de seus efeitos, o cristão é santificado por meio de uma obediência cada vez mais completa aos Mandamentos de Deus.

Hoje, com a falha do modernismo em prover ordem moral separada de Deus e fundada na razão, o pós-modernismo (que não é outro, mas uma continuidade) alterou o pensamento ético moral transferindo da discussão entre o bem e o mal para uma discussão entre bens conflitantes. Para o homem pós-moderno, não há qualquer pressuposição, qualquer revelação nem qualquer absoluto (a não ser que não há proposições nem revelação nem absolutos…). Tudo consiste de narrativas, de liberdades individuais e de programas políticos para proteger a pessoa da imposição de valores morais. O pensamento ético-moral de Calvino se opõe diametralmente, à proposta ética pós-moderna, pressupondo a Criação, a Queda, a Redenção e a esperança bíblica, pressupondo a revelação natural e a revelação específica de Deus, e pressupondo a derivação de todos os aspectos da realidade, incluindo os mais elevados – estético, moral e ético – do aspecto maior da fé. 



Fonte: Dicionário de Ética Cristã, Carl Henry, Cultura Cristã, p. 231-233

Sobre o que é "Profetizar" na Bíblia - Frank Brito

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Contrário ao que muitos pensam, "profetizar" na Bíblia não é sinônimo de prever o futuro. Na Bíblia, "profetizar" significa revelar a própria palavra de Deus - inspirada, infalível e inerrante. As palavras de Deus podem conter uma previsão sobre o futuro, mas não necessariamente. Podem ser também sobre o presente ou o passado:

“Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses”. (Josué 24:2)

Aqui Josué profetizou, pois ele anunciou as palavras do Senhor: “Assim diz o Senhor Deus de Israel”. Todavia, ele não profetizou sobre o futuro e sim sobre o passado. Vemos o mesmo no livro de Juízes, onde encontramos uma profecia que menciona um evento passado, sendo uma simples palavra de exortação:

“Enviou o SENHOR um profeta aos filhos de Israel, que lhes disse: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Do Egito eu vos fiz subir, e vos tirei da casa da servidão; e vos livrei da mão dos egípcios, e da mão de todos quantos vos oprimiam; e os expulsei de diante de vós, e a vós dei a sua terra. E vos disse: Eu sou o SENHOR vosso Deus; não temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; mas não destes ouvidos à minha voz”. (Juízes 6:8-10)

"Profetizar" significa revelar as palavras do próprio Deus e os profetas eram enviados para revelá-las. Profecia era a palavra de Deus - inspirada, infalível e inerrante - na boca dos profetas.


Edu Marques: No texto onde Samuel fala para Saul que ele iria encontrar um grupo de profetas que estariam profetizando e tocando músicas com harpas e tudo mais, o que nesse contexto esse profetizar fica parecendo: Que eles estavam orando ou cantando á Deus?
Esse é o texto:

Então chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando. 1 Samuel 10:5

Frank Brito:Uma "profecia" também pode ser uma oração a Deus.

Mas ela não deixava de ser a palavra de Deus - inspirada, infalível e inerrante - por ser uma oração, pois a Bíblia nos ensina que Deus ora a Deus. Sendo mais específico: Deus, na pessoa do Filho e do Espírito Santo, oram a Deus, na pessoa do Pai (Romanos 8:26-27, 34).

Por exemplo, os Salmos são a palavra de Deus PORQUE na boca dos profetas (como Davi, Salomão, etc.). Mas são palavras de Deus dirigidas ao próprio Deus, pois são orações.


E lembrando: biblicamente, um hino a Deus (como os salmos) é tratado como uma oração.





Via:Perfil do Facebook do Autor


10 maneiras pelas quais Satanás adora ver casamentos desmoronarem - Deepak Reju






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De acordo com a Bíblia, Satanás anda ao nosso redor como um leão buscando alguém para devorar (1Pedro 5.8), mas, muitas vezes, ele não tem que fazer isso. Fico imaginando se por vezes ele simplesmente se senta e ri de nós.
Casamento pode ser extremamente difícil e confuso. Como pecadores, fazemos coisas horríveis no casamento — machucamos um ao outro; fazemos suposições falsas e falhamos em nossa comunicação; manipulamos ou dizemos coisas más ao nosso cônjuge; pensamos menos em servir e mais em sermos servidos. Nós nem sempre seguimos a Palavra de Deus e o conselho de líderes piedosos. Colocamos nossas esperanças no mundo ou em nós mesmos mais do que colocamos nossa esperança em Deus.
Nós não precisamos de Satanás para destruir nosso casamento. Nós mesmos fazemos inúmeras coisas arruínam nossos casamentos. Tenho certeza de que Satanás sente prazer em sentar na primeira fileira e observar nossa tolice e insensatez.
O que ele vê?

O campo de batalha do casamento

  1. Cônjuges vivem na carne e não no Espírito (Gálatas 5).
Imagine uma luta. Você e seu cônjuge estão discutindo sobre algo grande ou pequeno; e, em um determinado momento, você deve tomar uma decisão. É o momento que alguns chamarem de “divisor de águas” — o momento em que você escolhe um caminho a seguir. Você pode satisfazer seus desejos pecaminosos ou seguir a direção do Espírito. Você segue no caminho de uma luta suja ou você honra seu cônjuge ao admitir o seu erro. Qual você costuma escolher?
  1. Sem sexo no casamento (1Coríntios 7).
Se vocês estão brigando, a última coisa que você quer é ser íntimo um do outro, certo? O conflito é uma barreira para a intimidade no casamento. Os dois não são um, mas dois. Um dos propósitos de Deus para o sexo é promover união ou unicidade (Gênesis 2.24; 1 Coríntios 6) no seu casamento. Casais que não tem relações regularmente estão permitindo que uma barreira cresça entre eles. A falta de sexo no casamento significa que o casal está menos unido.
  1. O marido está consumido pela pornografia (1Tessalonicenses 4).
Isto faz com que ele se distraia da beleza de sua esposa. As vezes ele é atraído por um pop-up. Com mais frequência, ele simplesmente se entrega a lascívia (Gálatas 5.13) e a persegue agressivamente. Ela descobre isso. A confiança no casamento é quebrada. Ela fica devastada e começa a fazer perguntas do tipo, “Eu não sou desejável?” Ou, “Por que ele olharia para outra mulher quando ele tem a mim?” O pior de tudo, “Há algo fundamentalmente errado comigo?”
  1. Expectativas extremamente elevadas.
Eu vi homens quebrados sob o peso de esposas com expectativas perfeccionistas. O marido diz coisas como, “Ela espera que eu seja um homem santo”. Ele constantemente se sente um fracasso e, por isso, não tem nenhum incentivo para fazer a sua parte no casamento. Ela o agride (verbalmente, não fisicamente) porque (nas palavras de um dos cônjuges que eu aconselhei) “nada mais parece funcionar para que ele faça alguma coisa”.
  1. Guerra nuclear (Romanos 1.28–32).
Vocês batem cabeça toda noite. Têm brigas desagradáveis, terríveis, nas quais lágrimas surgem, gritos acontecem, portas batem. Algumas vezes chega a agressão física. E você está cansado… muito, muito cansado… porque você não sabe como terminar as brigas, e porque você está cansado de lidar com uma guerra nuclear todas as noites.
  1. Evitar um ao outro e se afastar (Efésios 4.26-27).
A resposta mais básica a qualquer dificuldade é lutar ou fugir. No casamento, fugir é na verdade evitar o seu cônjuge. Talvez vocês vivam na mesma casa, mas vivem vidas separadas. Após uma briga, vocês se afastam um do outro, ao invés de fazer o trabalho árduo de lidar um com o outro. Ou, talvez você se esconda no trabalho para evitar o casamento. Você é muito bom no seu trabalho, onde recebe elogios constantemente, diferente do que acontece em casa. É alguma surpresa que você prefira ficar mais tempo no trabalho, especialmente quando sua casa se parece com uma zona de guerra o tempo todo?
  1. Discurso com ódio (Tiago 4.1).
No calor do conflito, dizemos coisas que todos nós lamentamos. Tenho um amigo que chama isso de conversa estúpida. Coisas saem da minha boca, e, no momento em que elas saem, me arrependo de tê-las dito. Eu gostaria de poder puxá-las de volta e guardá-las de volta na minha boca. Infelizmente, eu ignoro a máxima, “Nem tudo que vem a minha mente precisa sair da minha boca”.
  1. Limites fracos.
O marido flerta com uma mulher no trabalho dizendo coisas bonitas a ela. Ele a acha atraente. Ele encontra formas de sair do seu caminho normal para encorajá-la, e, infelizmente, ele não demonstra o mesmo tipo de intencionalidade com sua esposa. Não há intenções imorais ou físicas, mas as afirmações verbais e os flertes emocionais vão além do que certamente seria considerado platônico. Esposas são capazes de fazer isso também. Muitas vezes, como retaliação aos limites descuidados do marido.
  1. Idolatria ao trabalho (Tiago 4.4–5).
Você ama o seu emprego e se dedica ao máximo nele, em detrimento de sua família. Você racionaliza, “Eles precisam de mim no trabalho” ou “Ela não entende a pressão que eu passo no trabalho”. Se você fosse honesto, diria que seu trabalho é mais importante que sua família. Você valoriza seu trabalho mais do que você valoriza sua esposa e filhos.
  1. Mentir (Colossenses 3.9).
Mentira pode destruir a confiança em um casamento. Um cônjuge mente porque está encurralado e não quer ter seu pecado exposto. Por exemplo, um marido que mantém secretamente um caso extraconjugal… obviamente ele ficará envergonhado se alguém descobrir. Ele é emocionalmente e espiritualmente imaturo — resumindo, você se casou com alguém que tem um caráter fraco.
É muito triste ver tanta tolice, não é mesmo? Este é o campo de batalha típico de um casamento ruim. Por isso, nós não colocamos nossa esperança em nós mesmos, mas no glorioso evangelho de Jesus Cristo. São pecadores como esses que Jesus veio salvar (Marcos 10.43–45).

[Este post, de autoria de Deepak Reju, foi originalmente publicado no blog da Biblical Counseling Coalition. Traduzido por Gustavo Santos e republicado mediante autorização.]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Um Sermão contra o Papado(3/3) - Thomas Watson

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Décimo Segundo. Outro erro na Religião Papista é: eles negam que Jesus Cristo sofreu as dores do inferno em Sua alma. Na verdade, para dar-lhes o que Lhe é devido, eles agravam as dores do Corpo de Cristo, mas eles negam que Ele sentiu as dores e tormentos do inferno em Sua alma. Esta opinião em muito reduz os Sofrimentos de Cristo por nós, a mesma reduz o Amor de Cristo por nós. Mas, isto é claro: Cristo sentiu as dores do inferno em Sua alma.
Mas quando nós dizemos, Cristo sofreu as dores do inferno em Sua alma, não queremos dizer que Ele sentiu o terror de consciência, como o do condenado; mas queremos dizer que Ele sentiu o que era equivalente a isso, Ele sentiu o peso e dor da ira de Deus. Cristo Jesus sofreu equivalentemente às dores do inferno, para que assim Ele realmente nos libertasse dos tormentos do inferno.
Décimo Terceiro. E, finalmente, outro Erro é este, o Papa (eles dizem) tem um poder de absolver os homens de seus Juramentos. Que triste consequência, e como isso pode ser perigoso para os Estados Protestantes, eu deixo que eles mesmos julguem. Isso tem sido frequentemente determinado por eruditos Causuítas, que um Juramento uma vez feito (a matéria deste sendo lícita), as pessoas não podem ser absolvidas dele. Porém, nada mais disso importa.
Agora, eu concluirei tudo em uma ou duas palavras de aplicação, e isso será nas palavras de meu texto. Portanto, meus amados, fugi da idolatria, fujam do Papado; afastem-se desta Religião que produz tantos Monstros. E além desses treze erros, considerem breve-mente estas seis ou sete Particularidades:

1. A religião Papista é uma religião impura, imunda, eles permitem de Prostíbulos a Bórdeis por dinheiro: além disso, alguns dos próprios Papas têm sido acusados de Sodomia e Simonia.

2. Ela é uma religião supersticiosa; o que aparece em seu Batismo de Sinos, e seu uso de Sal, Cuspe e Cruz no Batismo; de fato Paulo gloriou-se e regozijou-se na Cruz de Cristo. Paulo tinha o Poder da Cruz em seu coração, não o Sinal da Cruz em sua testa. É uma indizível indignidade e desonra a Jesus Cristo, usar isso em Sua adoração, o que Ele nunca instituiu.

3. O Papado é confirmado por meio do engano e mentira: Como eles desmentiram tanto Calvino e Lutero. Eles disseram de Lutero, quando ele morreu, que demônios foram vistos dançando em volta dele, e que ele morreu com muito horror e desespero, enquanto ele partiu do mundo serena e docemente, suas últimas palavras foram aquelas de nosso bendito Salvador: Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito.

4. A religião Papista é uma religião superficial, carnal, que consiste em coisas exteriores, como Chicote, Jejum, Adulação: Não há nada de Vida e Espírito em seu Culto, é apenas um esqueleto e carcaça; não há nada de Alma e Espírito nele.

5. A religião papista é uma religião não edificante, ela não edifica os homens em sua santíssima fé, ela não progride a obra de santificação; há mais de Pompa do que de Pureza nela.

6. Ela é uma religião cruel, é mantida e propagada por sangue e crueldade. O Papa quer ter a Espada de São Paulo, bem como chaves de São Pedro; e o que ele não pode manter por obrigação e força de Argumento, isto ele se esforçará para manter pela força das Armas. Em uma palavra, a Igreja Romana é uma Meretriz Púrpura, tingida com o sangue dos Santos e dos Mártires.

7. E, por último, a religião Romanista é uma religião de auto-contradição. Um de seus Cânones diz que um homem (em alguns casos) pode tomar o Sacramento da mão de um Herege; em outro Cânon, ele não pode. Um erudito e perspicaz escritor observa mais de cem Contradições na Religião deles. Por isso, mais uma vez eu pressiono as palavras do meu texto: Portanto, meus amados, não, deixem-me dizer, meus queridos amados, fujam da idolatria.
Para encerrar tudo, permitam-me exortar-vos a estas duas ou três coisas:

Primeiro: Segurem firme a Doutrina da verdadeira Religião Protestante Ortodoxa: o próprio pó desse ouro é precioso. Guardem todos os Artigos da Fé Cristã; se você abandonar um Artigo fundamental da sua Fé, você arrisca a sua Salvação. Quando Sansão derrubou apenas um pilar, imediatamente todo o edifício caiu: assim, se vocês destroem um Pilar, se vocês abandonam uma Verdade Fundamental, vocês arriscam tudo.

Em segundo lugar: Anunciem a profissão da Religião Protestante, eu digo: não apenas se apeguem à Doutrina da Religião Protestante, mas exponham a Profissão da Religião Protestante: Não se envergonhem de usar as Cores de Cristo. Cristãos, lembrem-se desta única coisa: aquelas pessoas que têm vergonha de Cristo, são uma vergonha a Cristo. A religião que exorto-vos a fugir, é uma inovação; a que eu vos pressiono a permanecer é uma verdade; ela é conforme a Escritura; ela é construída sobre o fundamento dos Profetas e Apóstolos, e tem sido selada pelo sangue de muitos santos e mártires.

Em terceiro lugar, e por último: Não apenas apeguem-se, e anunciem, mas também ador-nem a Religião Protestante: esta é a santa exortação de Paulo a Tito, Tito 2:10: “[...] sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador”. Adornem a Religião com santa Conversação. Não há nada que endurece Papistas tanto quanto a devassidão dos Protestantes. Portanto, adornem a sua santa Religião com uma santa conversação. Façam como fez Cristo, sigam em Suas pisaduras; façam de Seu Salvador o vosso padrão. Deixem-me assegurar-lhes, eu mal posso pensar que realmente acreditam em Cristo, aqueles que realmente não obedecem a Cristo. A santidade dos Cristãos Primitivos muito propagou o Cristianismo. E, isso é o que vos rogo que levem para casa convosco: Apeguem-se e anunciem a Religião Protestante e a adornem com uma Santa e Bíblica conversação; e quando não me ouvirem Pregando para vocês, ainda assim, rogo-vos que ouçam esta boa Palavra falando convosco: Por isso meus amados, fugi da idolatria.

Considerem o que tem sido dito, e que o Senhor torne isso proveitoso para todas as vossas Almas.



Título – Thomas Watson
Fonte: TrueCovenanter.com-Título Original: Sermon Against Popery
Tradução: OEstandarteDeCristo.com

Revisão:Edu Marques

Um Sermão Contra o Papado(2/3) - Thomas Watson

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A isso, respondo de duas maneiras:

1. Deus nos concede em justiça uma recompensa: isto não é pela dignidade de nossa obra, mas pela dignidade de nosso Salvador.
2. Deus como um justo juiz recompensa as nossas obras, não porque merecemos uma recompensa, mas porque Ele tem prometido um galardão, e por isso é justo em conceder o que Ele prometeu.

Objeção. Mas eles dizem: Deus coroa o nosso trabalho, portanto, eles merecem.
Resposta. Deus (para falar à maneira dos homens) mantém dois Tribunais, um Tribunal de Justiça, e um Tribunal de Misericórdia: Em Seu Tribunal de Justiça, nada pode vir, senão os méritos de Cristo; mas no Tribunal da Misericórdia, nossas obras podem vir. Não, deixe-me dizer-lhes, Deus em livre graça coroa aquelas obras no Tribunal da Misericórdia, as quais Ele condenou no Tribunal de Justiça. Agora, que nós não temos, nem podemos ter méritos por nossas boas obras, eu provarei por um argumento tríplice, e este cordão de três dobras não será facilmente quebrado.
Primeiramente, (e vos suplico que considerem isso) quais méritos na mão de Deus, devem ser um presente que damos a Ele, e não um débito que devemos a Ele? Agora, tudo o que podemos fazer por, ou dar a Deus, é apenas um justo e devido débito.

2. Aquele que mereceria da mão de Deus, deve dar a Deus algo excedente; mas, infeliz-mente, se não conseguimos dar a Deus o básico, como Lhe daremos o lucro? Se não podemos Lhe dar o Lhe é devido, como podemos dar-Lhe o excesso?

3. Aquele que mereceria qualquer coisa da mão de Deus, deve oferecer isso a Ele, que é perfeito; mas, então, podemos dar a Deus qualquer coisa que seja perfeita? Não são as nossas melhores ofertas inchadas com orgulho e corrupção?
Amados, Ai do homem vivo mais santo, se Deus lhe pesasse na Balança do Santuário e não lhe concedesse alguns grãos. Concluo isto com aquele ditado de Ambrósio, as boas obras são o caminho, mas não a causa da Salvação. Portanto, quando vocês fizerem tudo, digam que são servos inúteis (Lucas 17.10).
Não há Anjo que possa merecer (pois Ele os atribui loucura [Jó 4.18]), muito menos o homem vil e pecaminoso. Portanto, considerem toda a vossa justiça própria, apenas como excremento e comida de cães. Em uma palavra, não confiem em seus próprios méritos, coloquem a coroa sobre a cabeça de Livre Graça. Esse é o oitavo.

Em nono lugar, o nono Erro da Religião Papista é a doutrina do Purgatório: Há, dizem eles, um lugar intermediário e infernal, chamado de Purgatório. Agora, o que é isto senão um artifício sutil e truque para ganhar dinheiro? Pois, quando eles (especialmente aqueles que são ricos) estão prestes a morrer e fazer os Testamentos, se tão somente eles derem grandes somas de dinheiro, os sacerdotes orarão por eles para que não vão para o Purgatório; ou se o forem, que sejam rapidamente retirados dele. Quão contrário e repugnante é isto à Escritura, que não afirma sobre nenhum lugar Intermediário!

Os ímpios, quando morrem, suas almas vão imediatamente para o Inferno, Lucas 16:23. O homem rico foi sepultado, e no inferno, ergueu os olhos.
É verdade que há um Purgatório nesta vida, e este é o Sangue de Cristo, 1 João 1:7, se nós não somos purgados por este sangue, enquanto vivemos, seremos purgados depois, pelo fogo. Os homens ímpios, quando morrem, não entram em um fogo de purgação, mas de condenação.
E, por outro lado, os crentes quando morrem, passam imediatamente para o Céu, Lucas 23:43: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. Cristo Jesus estava nessa hora sobre a Cruz, e estaria instantaneamente no Céu; e o Ladrão penitente estaria com Cristo. Aqui não é mencionado tal lugar como um Purgatório. Os antigos e Ortodoxos Pais todos foram contra o Purgatório, homens como Crisóstomo, Cipriano, Agostinho e Fulgêncio.

Em décimo lugar, O décimo Erro é, a invocação dos Anjos, uma oração para eles: Esta é uma regra certa, que culto aos Anjos é um culto segundo a sua própria vontade, expressamente proibido na Escritura (Colossenses 2:8).
A distinção deles sobre Mediadores de Redenção e de Intercessão não lhes ajuda; embora oramos (eles dizem) aos anjos como mediadores de intercessão, ainda assim oramos a Cristo como Mediador de Redenção.
Resposta. Jesus Cristo na Escritura não é apenas chamado de Redentor, mas também de um Advogado, e é um pecado fazer qualquer um outro nosso intercessor, senão Jesus Cristo. Que isso é pecado, rezar aos anjos, é claro a partir de muitas Escrituras: Vejam Romanos 10:14: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?” Observem, nós não podemos orar para alguém, senão para quem nós cremos. Mas, nós não “cremos” em um Anjo, portanto, nós não oramos para um Anjo. Assim, em Hebreus 10:19: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus”. A Ele somente deve ser dirigida a oração, por meio de quem temos entrada no Santo dos Santos; logo, é por meio de Jesus Cristo que entramos no Santo dos Santos, portanto, é apenas por meio de Jesus Cristo que oraremos. Este é o décimo.

Décimo Primeiro. Outro Erro na Religião Papista é o seu Culto a Imagens: Eles queimam incenso diante da imagem, que é um culto divino à imagem. Ora, isto é diretamente contrário à própria letra do Mandamento (Êxodo 20.4:5). Culto à Imagem, e Culto ao Ídolo são termos sinônimos. Deus diz sobre os ídolos, que eles falam Vaidade (Zacarias 10:2). E não é uma coisa vã adorar as coisas que são vãs, e que falam vaidades? Ninguém pode esculpir uma imagem de um Espírito, quem, então, pode fazer uma imagem daquele que é o Pai dos espíritos? Esta opinião sobre o culto às imagens tem sido condenada e destruída por vários Concílios e os Sínodos.


Título – Thomas Watson
Fonte: TrueCovenanter.com-Título Original: Sermon Against Popery
Tradução: OEstandarteDeCristo.com

Revisão:Edu Marques